As discussões reforçaram que a força do FDC Agroambiental está em sua atuação coletiva, na articulação entre setor privado, academia e governo, e na consolidação de uma agenda integrada entre agro, clima e negócios. Entre os desafios apontados estão a baixa representatividade do agro tropical em fóruns globais, a inadequação de métricas internacionais ao contexto brasileiro e a necessidade de ampliar a base científica que sustenta o posicionamento técnico do país no exterior.
O grupo destacou a importância de manter a credibilidade institucional, a produção técnica robusta e a participação ativa em agendas nacionais e internacionais. Para avançar, foram definidos como prioridades o fortalecimento da presença pública dos professores, o desenvolvimento de projetos estruturantes de alto impacto e a construção de métricas e dados próprios da FDC.
Quatro eixos estratégicos orientarão a atuação até 2031: tropicalização de métricas; advocacy e inteligência global; finanças sustentáveis; e gestão, eficiência e governança no agro.
Como visão de longo prazo, o grupo fez reflexões profundas de como o FDC Agroambiental deve se consolidar como referência em ciência, dados e governança ambiental aplicada ao agro, além de atuar como voz técnica relevante do Brasil em arenas internacionais e como articuladora entre empresas, financiadores e projetos territoriais de impacto.
Durante a reunião, o vice-presidente Gustavo Donato destacou sua satisfação em interagir, aprender e apoiar o Centro, ressaltando a qualidade da equipe de lideranças e pesquisadores. Segundo ele, “a equipe é muito qualificada e complementar, e tem proporcionado o crescimento das entregas à sociedade”. Donato celebrou a revisão dos direcionadores e desdobramentos estratégicos que orientarão o ciclo 2026–2030, dando continuidade ao trabalho de excelência desenvolvido até 2025. Ele enfatizou que o Centro vem ampliando suas entregas à sociedade ao produzir conhecimento em diversas frentes do escopo agroambiental, capacitar lideranças, integrar redes estratégicas para o país e desenvolver pesquisas essenciais para que o Brasil seja protagonista em segurança alimentar, energética, bioeconomia e sustentabilidade. Por fim, parabenizou o time do FDC Agroambiental e reforçou a importância de seguir avançando com visão, intencionalidade e impacto positivo.